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ESTÁGIOS DE COMPETÊNCIA NO PROCESSO APRENDIZAGEM
Incompetência Inconsciente (II): nesse estágio, o indivíduo ainda não sabe que não sabe, vive uma “alegria ignorante” por não saber. A criança recém-nascida, ou com poucos meses de idade, ainda não sabe que precisa andar, que disso dependerá grande parte de sua vida, ela é feliz e satisfeita com seu estado por não saber que necessitará andar em um futuro próximo. Conforme passa o tempo, ela começa a se dar conta de que todos ao seu redor andam, nesse momento ela passa para o próximo estágio.
Incompetência Consciente (IC): nesse estágio, o indivíduo toma conhecimento de que não sabe; o que cria nele a curiosidade por aprender, por saber como realizar determinada atividade. Com alguns meses, ou ao atingir o primeiro ano de vida, a criança toma conhecimento de que todos ao seu redor andam, se locomovem independentemente dos demais, isso faz com que a criança comece a procurar imitar as pessoas que a cercam. Nesse momento, ela busca recursos necessários para realizar a atividade, passando a forçar seu corpo a se colocar de pé, a se equilibrar, atingindo assim o terceiro estágio.
Competência Consciente (CC): nesse estágio, o indivíduo sabe que sabe conscientemente. Toda parte consciente volta-se para a execução da atividade. A criança sabe que sabe andar e, para que isso ocorra, volta toda sua atenção para a execução dessa “árdua” tarefa. Ela precisa colocar uma perna a frente da outra, precisa equilibrar seu peso todo em uma perna enquanto a outra se movimenta, ao mesmo tempo precisa olhar para o caminho que está trilhando, precisa também ver se há algum obstáculo futuro nesse caminho, como uma cadeira, por exemplo, a cada passo precisa equilibrar o peso traseiro e o frontal, o menor deslize pode levá-la à queda; desviar a atenção para qualquer outra coisa determinará o insucesso da atividade. Com a experiência em andar, com a prática, ela passa para o quarto estágio.
Competência Inconsciente (CI): nesse estágio, o indivíduo nem sabe mais que sabe, a atividade tornou-se inconsciente. A criança, que até o estágio anterior ainda precisava direcionar toda sua atenção para cada movimento, tendo que usar vários recursos simultaneamente, passa a movimentar-se, a andar inconscientemente. A ação tornou-se algo natural, algo que ela faz sem perceber. Não há mais a necessidade de ter toda atenção voltada para o ato de andar, é algo automático. Esse estágio é o que provoca maior prazer, as coisas acontecem de maneira tranquila e normal, a criança tem a impressão que já nasceu sabendo.
APRENDER PARA CRESCER
Provavelmente, muitos, antes de lerem sobre os estágios da aprendizagem, não sabiam que esses estágios existiam, estavam no estágio de Incompetência Inconsciente. Ao começarem a ler sobre eles, passaram ao estágio de Incompetência Consciente, tomaram conhecimento da existência do assunto, mas ainda não sabiam como funcionava.
Ao entender como cada estágio acontece, passaram ao estágio de Competência Consciente e pretendem exercitar esse conhecimento, o que com a prática lhes proporcionará evoluir para o próximo estágio, o de Competência Inconsciente, em que não é mais necessário ter a atenção voltada para esse conhecimento para praticá-lo.
Níveis Neurológicos
Níveis Lógicos – O antropólogo Gregory Bateson (1904-1980), defende a ideia de que as nossas
aprendizagens obedecem a uma determinada hierarquia,
a que chama de Níveis Lógicos de Aprendizagem.
Mudanças geradas num nível podem ou não afectar os outros níveis, dependendo da sua construção hierárquica.
Bateson notou que os conflitos ou confusão nos níveis lógicos frequentemente causam problemas.
Níveis Neurológicos
Robert Dilts modelou a estratégia de Bateson e a adapto-a aos pressupostos de PNL,
criando o que chamamos de Níveis Neurológicos.
Uma mudança hierárquica num nível superior irá necessariamente trazer mudanças nos níveis inferiores,
porém uma mudança em um nível inferior pode ou não trazer mudanças em níveis superiores.
Espiritual: Consideramos como espiritual os sistemas de que fazemos parte,
incluindo as pessoas que nos são significativas, família e também crenças religiosas,
a nossa relação com o espiritual está ligada a sentimentos de pertinência e aceitação.
Este nível também direciona os nossos objetivos.
As crenças ao nível espiritual afetam todos os outros níveis. É a resposta à pergunta: “a quem mais?”
ou “a que sistema maior pertence?”
Identidade: Uma identidade é formada por um conjunto de crenças e valores.
É a resposta à pergunta “Quem é você?”. Uma identidade é sustentada por estruturas complexas de crenças.
Crenças e Valores: Uma crença é uma aprendizagem ocorrido por causa e efeito,
dão-nos a permissão ou não para que capacidades e comportamentos ocorram.
Os Valores são crenças específicas que procuramos honrar, organizados a partir de um conjunto de ideias.
Exemplos de valores: honestidade, justiça, cumplicidade, etc. Os valores são necessariamente abstractos.
É a partir dos nossos valores que organizamos a nossa estrutura de crenças.
Crenças e Valores são a resposta à pergunta “Porquê?”, Uma crença ou valor pode permitir várias capacidades.
Capacidades / Estratégias: Uma capacidade ou estratégia dá suporte para que o comportamento ocorra.
São a resposta à pergunta “como é que faz especificamente para que determinado comportamento ocorra?
”. Uma capacidade pode gerar vários comportamentos.
Comportamento: Um comportamento é algo que pode ser percebido com descrição baseada no sensorial,
possuindo uma representação interna VAC. É a resposta à pergunta “o que especificamente?
Pensamentos, emoções e sentimentos são considerados comportamentos
pois possuem fisiologia congruente associada. Um comportamento pode ocorrer em diferentes ambientes.
Ambientes: Consideramos como ambiente o contexto em que ocorre o comportamento.
É a resposta à pergunta “onde e quando determinado comportamento ocorre?”.
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Exemplos de Afirmações em Diferentes Níveis Neurológicos
Espiritual:
“Quero deixar uma herança positiva para os meus filhos.”,
“É importante procurar soluções para o aquecimento global.”, “Ao mandar pontas de cigarro para o lixo,
estou ajudando a construir um mundo melhor.”,
“Se eu faço parte do mundo, ao melhorar pelo menos um comportamento já construí um mundo melhor.”
" Se esse lugar é reservado para deficientes e idosos, não devo sentar aqui"
Identidade:
“Eu sou saudável.”, “Eu sou nervoso.”, “Eu sou médico.”," Esse é meu jeito de ser" etc.
Crenças e Valores:
“Se eu beber coca-cola à noite, não durmo.”, “Manga com leite faz mal.”, “Só ganha dinheiro quem é desonesto.”,
“Quero sucesso na minha vida porque mereço.” " Não consigo viver sem ela/ele"
Capacidades / Estratégias:
“Não consigo falar em público”, “Isto é muito difícil.”, “Acho que não vou conseguir falar Inglês nunca”,
“Eu consigo fazer isso.”, “Para cozinhar arroz coloque dois copos de água para um de arroz.”,
“para chegar à padaria, desça até o fim da rua.”
Comportamento:
“Eu não sei fazer isso.”, “Eu gosto de beber sumo de laranja todas as manhãs.” “Tenho a tensão alta.”,
“Estou acima do peso.”" Não quero trabalhar hoje"
Ambientes:
“A esse lugar, eu não vou!”, “Lá é mais longe que aqui.”, “Tenho medo de falar em público.” " Esse lugar é muito fechado'
" Nada melhor que estar em casa" " Lar doce lar"
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Tipos de Mudanças nos diferentes níveis Neurológicos:
1 – Mudanças Evolutivas
Ocorrem nos níveis Espiritual e Identidade. São mudanças relacionadas a missão e ao propósito.
Em geral produzem um grande efeito nas nossas vidas,
podendo ser geradas por experiências significativas e muitas vezes com grande teor emocional envolvido.
2 – Mudanças Generativas
Ocorrem nos níveis das Crenças e Capacidades e estão relacionadas a permissões,
motivações e direção dos comportamentos.
3 – Mudanças Remediativas
Ocorrem nos níveis do Comportamentos e Ambientes.
São mudanças comportamentais e podem ocorrer por condicionamento,
pois estão relacionadas a estruturas diretas de ação e reação.






































